Decisões para o Ano Novo
Daqui a pouco já estaremos em 2009. Como sempre vamos fazer planos para o ano que entra. Uns dizem que vão parar de fazer alguma coisa, outros querem começar alguma coisa nova, nem que seja um regime. Todos, admitindo ou não, vão tentar mudar alguma coisa em suas vidas.
Mas algumas coisas que podem e devem ser mudadas, vão ou não mudar? No ano que vai se iniciar nós:
- Vamos continuar a deixar a torneira aberta enquanto escovamos os dentes.
- Nossos banhos continuarão a ser quentes e demorados demais.
- Ainda iremos de carro para o trabalho, cinema, igreja e à padaria da esquina.
- Se ninguém estiver olhando, o papel da bala vai para o chão.
- Vamos dar nosso apoio contra a construção de mais uma usina nuclear enquanto regulamos, para o frio máximo, o termostato do ar condicionado.
- Continuaremos a ver as reportagens sobre desmatamento, rios poluídos, secas extremas, dilúvios fora de época, e vamos continuar a pensar que somos os donos do planeta porque a final de contas, sempre foi assim.
Talvez, só talvez, nós possamos fazer qualquer pequena coisa para ajudar. Você não precisa se engajar em uma campanha mundial para salvar da extinção esse ou aquele animal, basta que você perceba que o animal que precisa ser salvo é você. Se isso acontecer, os outros vêm a reboque.
Parece utópico, mas não é. Se você poluir menos vai dar chance para que a própria natureza recicle o seu rejeito. Você, sua família, seu vizinho, o sujeito que você nunca vai conhecer que mora no outro quarteirão, enfim, todos podem contribuir de alguma forma para esse objetivo.
Não é necessário enumerar o que pode ser feito ou quantificar o que cada resma equivale em árvores abatidas, essas informações não são nenhuma novidade. Todos nós sabemos que uma floresta preservada e protegida garante a vida de inúmeras espécies, que o rio que não é assoreado garante a vida não só dos peixes, mas de outros tantos animais que dependem de sua água, inclusive você.
Em 2009, você não precisa se transformar em um eco-chato radical, basta fazer uma pequena diferença. O custo é ínfimo e o retorno em qualidade de vida vai ser cada vez maior.
Autor: Fabio Giorgi
Fotografia: Déia Lima | Todos os direitos reservados
