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Segundo Bonnie Rychlak, em "Zen No Zen – Aspects of Noguchi's Sculptural Vision", o Zen é considerado o indefinível, o incomunicável. É livre de todos os nomes, descrições ou conceitos. Ele pode apenas ser vivido pelo indivíduo em seus próprios termos. Seu objetivo é trazer uma transformação de consciência – a percepção da união do seu ser com o Universo.
Para entender e apreciar a arte e a cultura Zen é fundamental conhecer o conceito de "WABI". Também definido como "pobreza", "Wabi" pode ser sintetizado pela idéia de "menos é mais", expressando a idéia de simplicidade e economia na estética, na arquitetura, no paisagismo...
Em termos de dia-a-dia, "Wabi" expressa o desejo e a satisfação de uma simplicidade primitiva, onde um indivíduo se realiza contemplando a natureza e consegue viver com o mínimo. É necessário também entender que, ao contrário de convenções estéticas ocidentais, a assimetria, o espaço "em branco", a forma inacabada, são vistas na cultura Japonesa como uma oportunidade, um espaço para o crescimento.
Para traduzir estes pensamentos em imagens, recorro a obra de Isamu Noguchi.
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Mais conhecido por suas esculturas em pedra e bronze, Isamu Noguchi (1904-1988), foi um escultor e designer americano que viveu um intenso conflito de identidade cultural. Nascido em Los Angeles, filho da escritora americana Leoni Gilmour e do poeta japonês Yone Noguchi, Isamu passou a infância no Japão e a adolescência em Indiana, interior dos EUA.
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O jovem Noguchi sofreu o preconceito de ambas as culturas - não era nem bem ocidental, nem bem oriental. Mas Noguchi não se deixou prender por nenhuma barreira: aos 17 anos, iniciou seus estudos em arte, em Nova Iorque. Em 1927, aos 24 anos, Noguchi foi contemplado com uma bolsa de estudos e seguiu para Paris, onde foi aprendiz do escultor romeno Constantin Brancusi. Em 1930, após um rápido retorno aos EUA, Noguchi seguiu para a China e de lá novamente para o Japão. Foi nesta viagem que o artista conheceu os jardins Zen de Ryoanji, que tanto influenciaram sua obra.
Sem participar de nenhum tipo de práctica religiosa formal, Noguchi se interessou pelo Zen exatamente por não ser uma religião num sentido tradicional. Noguchi criou, ao longo de mais de 60 anos de carreira, esculturas, cerâmicas, jardins, cenários e móveis que ganharam força pela sua experiência multi-cultural.
Localizado em Queens, NY, o museu dedicado a Isamu Noguchi é imperdível para os apaixonados por arte. Para outras informações, visite The Noguchi Museum.
Em 1927, numa proposta para a Fundação Guggenheim, Noguchi escreveu:
"Há muito tenho a convicção de que a escultura tem sido muito consistentemente empregada como um meio de idealização e glorificação do homen, e enquanto pode-se considerar que a interpretação da figura humana sempre permanecerá seu objetivo principal, estou de qualquer forma convencido da opinião de que a natureza oferece muitos outros tópicos que podem ser empregados a alguma forma estranha e refinada em seu tratamento como escultura.
É meu desejo ver a natureza através dos olhos da natureza, e ignorar o homem com um objeto de veneração especial. Deve haver um patamar impensável de beleza ao qual a escultura pode ser elevada por este reverso de atitude."
Deixo que o caro leitor tire suas próprias conclusões.

Déia Lima trabalha na área de comunicação visual integrada (fotografia, design gráfico e web marketing) desde 2001. Atuou nos Estados Unidos de 2001 a 2006, especializando-se em "Branding". Atualmente dedica-se aos projetos do Studio Xpress, empresa de Juiz de Fora, MG, entre eles o Viver Zen.
Contato pelo site:
www.StudioXpress.com.br.